Mostrando postagens com marcador Exploração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Exploração. Mostrar todas as postagens

sábado, 16 de setembro de 2017

Primeira luz para Infraestrutura de Óptica Adaptativa de vanguarda


O Telescópio Principal 4 (Yepun) do Very Large Telescope do ESO (VLT) acaba de ser transformado num telescópio completamente adaptativo.

Após mais de uma década de planeamento, construção e testes, a nova Infraestrutura de Óptica Adaptativa (AOF) viu a sua primeira luz com o instrumento MUSE, tendo capturado imagens extraordinariamente nítidas de nebulosas planetárias e galáxias.

A junção da infraestrutura com o MUSE constitui um dos sistemas tecnológicos mais avançados e poderosos construídos até à data para a astronomia terrestre.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Brasil ganha associação para pesquisar vida fora da Terra




O Brasil acaba de ganhar mais um nome para sua lista de associações científicas — a Sociedade Brasileira de Astrobiologia (SBA). O anúncio foi feito nesta quarta-feira, em cerimônia realizada durante a XLI Reunião da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB). A astrobiologia, área relativamente recente da ciência que estuda a origem e evolução da vida dentro e, principalmente, fora da Terra, é um tema crescente no universo de pesquisas sobre espaço e cosmos. Segundo o presidente da nova associação, Eduardo Janot Pacheco, do Instituto de Astronomia e Geofísica da Universidade de São Paulo (USP), nesse cenário, a SBA tem como objetivo reunir pesquisadores da área para facilitar o desenvolvimento de projetos conjuntos, viabilizar a troca de experiências e ajudar a conseguir bolsas e recursos para financiar pesquisas.

“Já temos pelo menos 100 pessoas ou mais trabalhando com astrobiologia no Brasil”, disse Janot a VEJA, adicionando que a fundação da SBA veio da necessidade de organizar e difundir o conhecimento que estava sendo produzido. “Além disso, todos os países desenvolvidos têm uma sociedade para pesquisa em astrobiologia. Nós estamos tirando esse atraso.” Entre os objetivos da associação, o presidente destaca que pretende criar um programa de pós-graduação em astrobiologia — que ainda não existe, apesar do crescente número de estudos na área –, mapear e catalogar iniciativas de ensino do tema em todo país e ajudar associados a conseguir o financiamento necessário para suas pesquisas.

A astronomia segue viva no Brasil



Não é de hoje que o investimento em ciência e tecnologia no Brasil não anda bem. De 2014 para cá, o setor vem sofrendo cortes sucessivos em seu orçamento, após um breve período de crescimento. E desde que o Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação se juntou ao das comunicações, logo no início do governo de Michel Temer (PMDB), sem aumento no orçamento, a briga para conseguir financiar pesquisas e outros projetos no país tem sido cada vez mais dura. Em um cenário tão pessimista para a ciência brasileira, a XLI Reunião da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), que promoveu uma série de encontros na última semana para apresentar o que há de novo na pesquisa em astronomia no Brasil e no mundo, trouxe uma ponta de esperança. Entre os destaques do que foi discutido, encontram-se não só estudos de ponta realizados por equipes nacionais, mas também parcerias com países que são referência mundial em inovação e até a fundação de uma associação de pesquisadores para estudo de vida fora da Terra.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

NASA encontra dez exoplanetas nas zonas habitáveis de suas estrelas



A NASA encontrou 219 candidatos a exoplanetas, ou seja, planetas que orbitam estrelas que não sejam o Sol. Entre eles, dez têm quase o mesmo tamanho que a Terra e estão nas zonas habitáveis de suas estrelas, o que faz com que tenham chances de possuírem condições para vida. A descoberta foi feita a partir da observação que o telescópio Kepler fez de uma parte da constelação de Cisne, que fica a onze anos-luz da Terra.

Conheça os planetas mais extremos já descobertos pelos astrônomos




Com inovações nas pesquisas astronômicas, os cientistas têm descoberto cada vez mais detalhes dos planetas que estão dentro e fora do Sistema Solar. Pensando nisso, o site Science Alert listou sete dos planetas mais extremos já encontrados por cientistas de todo o mundo. Veja algumas curiosidades:

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Exploração dos discos de Formalhaut


Fomalhaut é uma das estrelas mais brilhantes do céu noturno. Localizada a cerca de 25 anos-luz, encontra-se bem perto de nós. Esta imagem obtida pelo Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) apresenta a Fomalhaut (ao centro) circulada por um anel de poeira, pela primeira vez foi capturada com tantos detalhes. O disco é formado por uma mistura de gás e poeira de cometas do sistema, libertados quando os cometas passam uns pelos outros ou colidem. Essa época se assemelha com o inicio do nosso sistema solar que ocorreu há cerca de 4 bilhões de anos. Nessa época muitos corpos colidiam e existia muita poeira, grande parte dos impactos ainda podem ser vistos em Mércurio e Marte.

Já foi documentado vários discos em volta do sistema, essa captura do ALMA é da camada mais externa do sistema, localizado 20 bilhões de km do centro estrelar e tem 2 bilhões de km de espessura. Um anel de poeira nesse estado só poderia ser produzido por influência gravitacional de corpos grandes, como planetas por exemplo, assim como a influência de Júpiter sobre o cinturão de asteroides presente entre ele e Marte. Em 2008 o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA descobriu o exoplaneta Fomalhaut b orbitando o interior do disco.

Fonte: ESO / AstroPT

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Cientistas cidadãos são convidados a ajudar a encontrar supernovas



A Australian National University (ANU) está convidando cientistas cidadãos a juntarem-se à busca por estrelas brilhantes e explosivas.

As supernovas são as explosões brilhantes que marcam o fim da vida de uma estrela maciça e podem ser mais brilhantes do que galáxias inteiras. Elas são extremamente úteis para os pesquisadores que usam a luz brilhante da explosão como uma forma de medição.

“Usando estrelas explodindo como marcadores em todo o cosmos, podemos medir como o Universo está crescendo e o que está fazendo,” disse o Dr. Brad Tucker, astrofísico pesquisador da ANU Research School of Astronomy and Astrophysics. “Podemos então usar esta informação para entender melhor a energia escura, a causa da aceleração do Universo”.

Para se envolver com o estudo, qualquer cientista cidadão interessado tem que procurar imagens do telescópio SkyMapper, um telescópio de 1,3 metros no Siding Spring Observatory da ANU, no site Zooniverse.org e marcar todas as diferenças que forem observadas nas imagens. A partir daí, os pesquisadores verificarão as imagens marcadas e verão o que encontraram.

A ajuda voluntária não é sem glória. O Dr. Anais Möller, pesquisador adjunto da ANU Research School of Astronomy and Astrophysics, disse: “As primeiras pessoas que identificam um objeto que acaba por ser uma supernova serão publicamente reconhecidas como co-descobridoras,” disse o Dr. Anais Möller, pesquisador adjunto da ANU Research School of Astronomy and Astrophysics.

Dr. Tucker disse que a equipa planeia usar esta informação para coletar medições do universo, bem como ter uma melhor compreensão das supernovas.

ALMA observa disco de gelo ao redor de estrela próxima



A estrela Fomalhaut é talvez uma das estrelas mais famosas no estudo da formação de sistemas planetários.

É uma estrela jovem, e está localizada a apenas 25 anos-luz de distância da Terra.

Essa estrela já foi estudada por muitos telescópios, e com diversos objetivos.

A Formalhaut faz parte de um grupo restrito de 20 estrelas onde exoplanetas foram observados de forma direta.

Entre os instrumentos que estudaram a estrela Fomalhaut está o ALMA, que realizou um primeiro estudo em 2012.
Nessa altura, ele localizou ao redor da estrela parte de um disco de detritos.

Agora, na sua capacidade máxima, o ALMA voltou a observar a estrela Fomalhaut e conseguiu imagear o disco de detritos de forma completa.

Esse disco registado pelo ALMA tem cerca de 2 bilhões de quilômetros de largura e está localizado a 20 bilhões de quilômetros de distância da estrela.

Esses discos de detritos são feições normalmente encontradas ao redor de estrelas jovens e representam um período caótico da formação do sistema.
Esses discos são formados por muitas colisões.

No caso do nosso sistema solar, essa época é chamada de Período do Grande Bombardeamento.

O ALMA conseguiu também pela primeira vez registar o chamado brilho de apocentro: as regiões mais distantes do disco brilham de forma mais intensa.

Além de detectar um disco de detritos completo e identificar o brilho de apocentro, usando o ALMA os pesquisadores também conseguiram estudar a química do disco.
O disco é composto por depósitos de monóxido de carbono.
Essa composição é muito parecida com a que foi encontrada nos cometas do nosso Sistema Solar.

Tudo isso indica que esse sistema pode estar passando pela fase final do grande bombardeamento.

terça-feira, 23 de maio de 2017

Moldagem do espelho secundário do ELT bem sucedida

A moldagem do bloco para o espelho secundário do Extremely Large Telescope (ELT) do ESO acaba de ser executada pela SCHOTT, em Mainz, na Alemanha. O espelho final terá 4,2 metros de diâmetro e pesará 3,5 toneladas. Será o maior espelho secundário já utilizado num telescópio, sendo também o maior espelho convexo já fabricado.

Quando enxergar a sua primeira luz em 2024, o Extremely Large Telescope (ELT) do ESO de 39 metros será o maior telescópio do seu tipo já construído. Atingiu-se agora um novo marco na sua construção com a moldagem do bloco de material que constituirá o espelho secundário (M2) do telescópio, espelho este que é maior que muitos dos espelhos primários dos telescópios atuais.

O espelho bruto consiste num bloco de material diferenciado, neste caso uma mistura de vidro com cerâmica feita pela empresa Zerodur, que depois será moldado e polido para tornar-se o espelho final. Em janeiro de 2017, o ESO concedeu à SCHOTT um contrato para a moldagem do bloco do M2. 
O ESO tem colaborado de modo bastante produtivo com esta companhia, que já tinha moldado também os blocos para os espelhos primários de 8,2 metros do Very Large Telescope, instalado no Observatório do Paranal do ESO. Um fabricante de produtos astronômicos excepcionais de altíssima qualidade, a SCHOTT já fabricou os blocos moldados para os espelhos finos deformáveis que constituirão o espelho quaternário do ELT, o M4, e fará também a moldagem do bloco para o espelho terciário M3.

Durante o próximo ano, o bloco moldado do espelho secundário irá passar por um longo processo de resfriamento, trabalho de usinagem e uma série de tratamentos térmicos. Só depois estará pronto para ser moldado na sua forma final e polido. A companhia francesa Safran Reosc realizará esta tarefa, assim como executará testes adicionais. O bloco do espelho será moldado e polido com uma precisão de 15 nanometros (25 milionésimos de milímetro) em toda a sua superfície óptica.

Quando estiver pronto e instalado, o espelho M2 ficará pendurado de cabeça para baixo por cima do enorme espelho primário do telescópio, formando o segundo elemento do inovador sistema óptico de 5 espelhos do ELT. O M2 é bastante curvo e asférico, o que faz com que sua fabricação e testes constituam um enorme desafio.

Fonte: ESO

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Conjunção de 3 observatórios descobrem lua em torno do terceiro maior planeta anão

O poder combinado de três observatórios espaciais, incluindo o telescópio espacial Hubble da NASA, ajudou os astrônomos a descobrir uma lua orbitando o terceiro maior planeta anão, catalogado como OR10 em 2007. A dupla residem no final do nosso sistema solar chamado Cinturão de Kuiper, um lugar cheio de detritos gelados deixados pela formação do nosso sistema solar há 4.6 bilhões de anos.

Com esta descoberta, a maioria dos planetas anões conhecidos no Cinturão de Kuiper maior do que 600 milhas de diâmetro tem companheiros. Estes corpos fornecem a informação de como as luas se formaram no sistema solar.

"A descoberta de satélites em torno de todos os grandes planetas anões conhecidos - exceto Sedna - significa que na época em que esses corpos se formaram há bilhões de anos, as colisões devem ter sido mais freqüentes e isso é uma ajuda para formar luas.", disse Csaba do observatório de Konkoly em Budapest, Hungria. Ele é o principal autor do artigo científico que anuncia a descoberta da lua. "Se houvesse colisões freqüentes, era muito fácil formar esses satélites".

imagem capturada de uma lua em torno do planeta anão 2007 OR10. Estas duas imagens, capturadas com um ano de diferença, revelam uma lua que orbita o planeta anão 2007 OR10. Cada imagem, tirada pela Wide Field Camera 3 do telescópio espacial Hubble, mostra a lua em uma posição orbital diferente ao redor de seu planeta. 2007 OR10 é o terceiro maior planeta anão conhecido, atrás de Plutão e Eris, é o maior mundo sem nome no sistema solar. O par ficado situado no Cinturão de Kuiper, um reino dos restos gelados deixados da formação do sistema solar.

Os objetos provavelmente batiam uns nos outros com mais freqüência porque eles habitavam uma região lotada de outros corpos. "Deve ter havido uma densidade bastante alta de objetos, e alguns deles eram corpos maciços que estavam perturbando as órbitas de corpos menores", disse o membro da equipe John Stansberry do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial em Baltimore, Maryland. Afastaram os corpos de suas órbitas e aumentaram suas velocidades relativas, o que pode ter resultado em colisões ".

Mas a velocidade dos objetos colidindo não poderia ter sido muito rápida ou muito lenta, de acordo com os astrônomos. Se a velocidade do impacto fosse muito rápida, o impacto teria criado muitos detritos que poderiam ter escapado do sistema: Muito lenta e a colisão teria produzido apenas uma cratera de impacto.

As colisões no cinturão de asteroides, por exemplo, são destrutivas porque os objetos estão viajando rápido quando se encontram. O cinturão de asteroides é uma região de detritos rochosos entre as órbitas de Marte e o gigante de gás Júpiter. A poderosa gravidade de Júpiter acelera as órbitas dos asteroides, gerando impactos violentos.

A equipe descobriu a lua em imagens arquivadas de 2007 OR10 tiradas pela Wide Field Camera 3 do Hubble. As observações feitas do planeta anão pelo Telescópio Espacial Kepler da NASA deram uma pista aos astrônomos da possibilidade de uma lua circular. Kepler revelou que 2007 OR10 tem um período de rotação lenta de 45 horas. "Os períodos de rotação típicos para os Objetos de Cinturão de Kuiper são menos de 24 horas", disse Kiss. "Olhamos para o arquivo do Hubble porque o período de rotação mais lento poderia ter sido causado pelo puxão gravitacional de uma lua. A pesquisa inicial perdeu a lua nas imagens do Hubble porque é muito pequeno para captar".

Os astrônomos marcaram a lua em duas observações separadas do Hubble, espaçadas um ano à parte. As imagens mostram que a lua está gravitacionalmente ligada a 2007 OR10 porque se move com o planeta anão, como visto contra um fundo de estrelas. No entanto, as duas observações não forneceram informações suficientes para que os astrônomos determinassem uma órbita.

"Ironicamente, porque não conhecemos a órbita, a ligação entre o satélite e a taxa de rotação lenta não está clara", disse Stansberry.

Os astrônomos calcularam os diâmetros de ambos os objetos com base em observações em luz infravermelha pelo Observatório Espacial Herschel, que mediu a emissão térmica dos mundos distantes. O planeta anão é de cerca de 950 milhas de diâmetro, e a lua é estimada em 150 milhas a 250 milhas de diâmetro. 2007 OR10, como Plutão, segue uma órbita excêntrica, mas é três vezes mais distante do que Plutão é do sol.

2007 OR10 é um membro de um clube exclusivo de nove planetas anões. Desses corpos, apenas Plutão e Eris são maiores que 2007 OR10. Foi descoberto em 2007 pelos astrônomos Meg Schwamb, Mike Brown e David Rabinowitz como parte de uma pesquisa para localizar corpos do sistema solar distante usando o Telescópio Samuel Oschin no Observatório Palomar, na Califórnia.

Os resultados da equipe apareceram em The Astrophysical Journal Letters.

O Telescópio Espacial Hubble é um projeto de cooperação internacional entre a NASA ea ESA (Agência Espacial Européia). O Centro de Vôo Espacial Goddard da NASA em Greenbelt, Maryland, gerencia o telescópio. O Instituto de Ciência do Telescópio Espacial (STScI) em Baltimore conduz operações de ciência do Hubble. STScI é operado pela NASA pela Associação de Universidades de Pesquisa em Astronomia, Inc., em Washington, D.C.

Fonte: Nasa

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Sonda que visitou Plutão ganha novo destino nos confins do Sistema Solar



Após visitar Plutão, em julho de 2015, a sonda New Horizons já ganhou um novo destino. A NASA escolheu um potencial objeto localizado no Cinturão de Kuiper (KBO), que é uma região repleta de corpos menores que se estende desde a órbita de Netuno (30 UA do Sol) até cerca de 50 UA do Sol (1 Unidade Astronômica é igual a distância média entre a Terra e o Sol). E o objeto escolhido para ser visitado pela sonda é conhecido como 2014 MU69, que encontra-se a quase 1.6 bilhão de km além de Plutão.

Este Objeto do Cinturão de Kuiper (KBO) foi um dos dois potenciais destinos recomendados pela equipe da missão New Horizons. Embora a NASA já tenha selecionado o objeto 2014 MU69 (apelidado de PT1 ou Alvo Potencial 1), haverá um processo natural de revisão para que esse próximo passo da missão se torne oficial.

"Mesmo com a nave espacial New Horizons se distanciando de Plutão, e enviando dados de seu encontro, já estamos olhando para o próximo destino desse grande explorador", disse John Grunsfeld, astronauta e chefe da Missão de Direcionamento de Missões Espaciais da NASA.



Assim como em outras missões espaciais, a New Horizons pode fazer grandes descobertas e pesquisas importantes mesmo após o término de sua missão principal. Essa proposta será avaliada por uma equipe independente de especialistas.

Se tudo correr como previsto, a nave espacial new Horizons deverá começar suas manobras em direção ao seu novo alvo ainda em 2015. Ela deverá realizar uma série de quatro manobras no final de outubro e início de novembro para definir seu curso rumo a 2014 MU69. Qualquer atraso pode resultar em perda de combustível e até mesmo arriscar a missão.

"2014 MU69 é uma ótima escolha, porque é exatamente o tipo de objeto antigo do Cinturão de Kuiper que desejamos conhecer", disse Alan Stern, investigador principal da missão. "A New Horizons foi originalmente projetada para ir além do sistema de Plutão, e explorar objetos do Cinturão de Kuiper. A nave espacial transporta combustível hidrazina extra para um sobrevoo como esse; seu sistema de comunicação é projetado para trabalhar muito além de Plutão; o sistema de energia é projetado para operar por mais anos; e os seus instrumentos científicos foram projetados para operar em níveis de luz muito inferior ao que vai experimentar durante o sobrevoo em 2014 MU69. "



Mas encontrar um alvo adequado além de Plutão não foi uma tarefa fácil. As pesquisas começaram em 2011 com alguns dos maiores telescópios terrestres, e várias dezenas de KBOs foram detectados, mas nenhum estava ao alcance da New Horizons. Porém o Telescópio espacial Hubble conseguiu salvar essa missão-extra, e encontrou dois objetos que poderiam ser alcançados com o combustível restante.

Os cientistas estimam que o objeto 2014 MU69 tem aproximadamente 45 quilômetros, sendo 10 vezes maior e 1.000 vezes mais massivo do que os cometas típicos. Acredita-se que objetos como esse fazem parte dos blocos de construção de planetas e asteroides. Por conta de sua grande distância do Sol, conhecer esse corpo do Cinturão De Kuiper será como voltar no tempo, a cerca de 4,6 bilhões de anos atrás.

A nave espacial New Horizons está em bom funcionamento, e continua enviando dados sobre seu encontro épico com o planeta anão Plutão, que ocorreu em julho de 2015, e o voo rasante que a sonda deverá fazer no objeto 2014 MU69 poderá revolucionar a nossa compreensão do distante e misterioso Cinturão de Kuiper.



Vamos voltar para Plutão? Parece que sim...



Orbitar esse pequeno mundo gelado por mais cinco anos poderá trazer resultados reveladores, afirmam cientistas

A primeira vez que olhamos para Plutão bem de perto, foi tão intrigante e revelador que alguns pesquisadores já estão com planos de voltar até lá, mas para ficar muito mais tempo...

Recentemente, 35 cientistas se reuniram por 7 horas no Texas, EUA, para discutir um projeto básico e objetivos científicos de uma possível nova missão, que colocaria um orbitador em Plutão. Tudo seria baseado no que conhecemos até agora, principalmente após o épico sobrevoo em Plutão realizado em julho de 2015 pela sonda New Horizons, da NASA.

Alan Stern, pesquisador principal da missão new Horizons, lembrou que nos anos 80, conhecer Plutão de perto era apenas uma possibilidade levantada por ele e alguns colegas, e que agora se concretizou, e que da mesma forma, isso pode acontecer novamente com esse novo projeto.

Os voos rasantes da New Horizons revelaram Plutão como um mundo incrivelmente diversificado, com vastas planícies de gelo de nitrogênio, montanhas de mais de 3 km de altura de gelo de água e uma grande riqueza de características. Mas a sonda teve pouco tempo para observar Plutão e seu sistema. Segundo Alan Stern, se a sonda tivesse orbitado o planeta anão mais uma vez, teríamos descoberto muito mais. "Poderíamos mapear cada centímetro quadrado do planeta e suas luas", disse ele. "Seria um espetáculo científico."


A possível nova missão, como prevista atualmente, iria colocar um orbitador em Plutão usando o poder gravitacional de sua maior lua, Caronte, para estilingá-lo aqui e alí. Seria uma estratégia semelhante aquela empregada pela sonda Cassini, que usou a maior lua de Saturno, Titã, em seus sobrevoos rasantes.

Anteriormente, Alan Stern já havia proposto uma nova missão com destino a Plutão, que colocaria um pousador em Caronte. Mas o conceito atual é diferente. "Com um pousador em Caronte, ficaríamos presos olhando para o mesmo lado de Plutao", disse Alan. Isso aconteceria porque Caronte e Plutão possuem rotação sincronizada, o que significa que cada um dos mundos está sempre com o mesmo lado voltado para o outro. Alan ainda acrescentou: "E você não poderia se aproximar o bastante, nem descer até a atmosfera. Isso, eu acho, é um conceito melhor de missão."

Embora a missão pareça semelhante a Cassini, o orbitador de Plutão seria mais parecido com a sonda Dawn da NASA, que atualmente está orbitando o planeta anão Ceres. "Assim como a sonda Dawn, a possível nova sonda de Plutão provavelmente usaria propulsão elétrica e teria meia-dúzia de instrumentos científicos", disse Alan.




No entanto, como o orbitador de Plutão estaria operando tão longe do Sol, ele dependeria da energia nuclear para gerar sua eletricidade, ao invés da luz solar, assim como Dawn, acrescentou Alan. E o preço seria maior do que a missão Dawn, que custou $467 milhões de dólares. A nova missão de Plutão provavelmente se qualificaria como uma missão de Nova Fronteira, ou um pequeno Carro-Chefe. (As missões de Nova Fronteira custam cerca de $1 bilhão de dólares, enquanto as de Carro-Chefe podem ultrapassar os $2 bilhões de dólares).

Alan Stern disse que essa nova missão poderia ser lançada já em 2020, mas caso aconteça mais tarde, em 2030, teria um significado cerimonial, pois seria o 100° aniversário da descoberta de Plutão. A sonda passaria sete ou oito anos viajando para o planeta anão, e cerca de quatro ou cinco anos estudando Plutão e suas luas.

E se tudo der certo, quando terminar seu trabalho em Plutão, a espaçonave poderia usar a gravidade de Caronte para escapar do sistema de Plutão e ir em direção a um outro objeto no Cinturão de Kuiper (um anel de corpos gelados além da órbita de Netuno). Na verdade, a New Horizons já está fazendo algo semelhante, e em 1° de janeiro de 2019, deverá fazer um voo rasante em um pequeno objeto do Cinturão de Kuiper chamado 2014 MU69.

Alan Stern finalizou seu discurso dizendo que uma nova missão a Plutão ainda está longe de se tornar realidade, mas que ele e seus colegas irão amadurecer o conceito a tempo de ser incluído na próxima Pesquisa de Ciências Planetárias da Década, um congresso do Conselho Nacional de de Pesquisas dos EUA que define as prioridades de exploração para a NASA a cada dez anos.

A próxima conferência terá início em 2020, terminando em 2022, e será publicada em 2023. "A cortina está se abrindo", disse Alan. "Uma nova missão com destino a Plutão será um tema de discussão agora e para os próximos anos."

Como a NASA pretende chegar a Marte na década de 2030






A NASA divulgou seu plano de levar humanos para o planeta vermelho no evento Humans to Mars 2017, realizado em Washington, nos Estado Unidos. Segundo eles, a previsão é chegar à superfície de Marte na década de 2030.

No momento, estamos na fase zero de um projeto que possui quatro etapas no total. Agora, o foco é testar as tecnologias disponíveis na Estação Espacial Internacional, que orbita a 400 quilômetros do planeta Terra. A ideia é que isso dure até o ano de 2022, quando se dará início propriamente ao plano.

Na fase 1, quatro voos do megafoguete SLS levarão cápsulas Orion contendo quatro astronautas cada para as imediações da Lua. Lá, será construída uma nova estação, chamada pelos pesquisadores de Deep Space Gateway, que terá a função de um porto espacial. A NASA prevê que a instalação esteja pronta no ano de 2026, quando começará a fase 2.

A partir daí, o Gateway terá como principal função servir de base para Deep Space Transport, o veículo que terá como objetivo levar seres humanos para o planeta vermelho. Uma missão tripulada de um ano será inciada na órbita lunar em 2028, quando todos os sistemas da nave serão testados. Além disso, o porto espacial ajudará na exploração da Lua, controlando robôs ou inciando missões humanas no solo lunar.

Se tudo der certo, no ano de estreia do Transport, a fase 3 se inciará com a primeira viagem a Marte. Marcada para começar em 2033, o bate e volta até o planeta durará cerca de mil dias, aproximadamente três anos.

Após o sucesso da terceira etapa, finalmente estaremos prontos para pousar na superfície marciana. Esta é a parte menos desenvolvida pela NASA até o momento. Sabe-se apenas que envolverá o Transport e um módulo de pouso e ascenção no planeta. Para isso, porém, a agência espacial espera conseguir parceiros e patrocinadores.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Um novo Netuno quente pode ser um enorme mundo com água


O exoplaneta HAT-P-26b é provavelmente um Netuno quente. Teoricamente, deve ter uma composição semelhante a Urano e Netuno, o último dos quais é mais denso e compacto que os outros planetas gigantes no Sistema Solar exterior. Mas apesar de seu tamanho estar mais perto dos gigantes gélidos, o planeta real é apenas um pouco mais denso do que Saturno, que é o planeta menos denso do Sistema Solar.
Então, deve ser constituído de água, ou, mais precisamente, vapor de água. A 700 graus Celsius o planeta não é propício a ser um mundo oceânico. Apesar da abundância de água em Urano e Netuno, eles são chamados de “gigantes de gelo” porque a pressão atmosférica empurra o vapor de água para um estado conhecido como “gelo quente”, onde é aproximadamente sólido, mas também bastante quente.
“O planeta é feito principalmente de um núcleo rochoso e um envelope denso de água, com uma atmosfera de hidrogênio e hélio com cerca de 15 a 30% da massa do planeta. As observações do Hubble sugerem que está relativamente livre de outros metais pesados ​​contaminantes”, diz Hannah Ruth Wakeford, uma pós-doutora do Goddard Space Flight Center da NASA.
“O que encontramos é ao contrário de Netuno e Urano em nosso Sistema Solar, que têm mais de 100 vezes a quantidade de elementos pesados ​​do Sol, o HAT-P-26b tem uma metalicidade baixa mais parecida com a de Júpiter, apesar de sua baixa massa. Isso afeta a tendência observada no Sistema Solar onde a diminuição da massa resulta em aumento da metalicidade,” diz Wakeford.
Este mundo que orbita sua estrela tipo K em quatro dias, pode ser considerado um mini-Júpiter quente ou Saturno em vez de um mundo tipo gigante de gelo. Também provavelmente se formou de forma diferente dos gigantes de gelo. A abundância de vapor de água (quase 90% da composição do planeta) e a falta de elementos pesados ​​sugerem uma formação confortável perto da estrela.
“A partir disto, podemos obter pistas sobre a formação do planeta, o que sugere que ele se formou mais perto de sua estrela do que planetas de massas semelhantes como Netuno e Urano em nosso Sistema Solar, e como resultado tem uma atmosfera de baixa metalicidade,” diz Wakeford. “Isso é diferente do que esperávamos e já vimos antes em planetas gigantes, dando-nos uma visão dos sistemas planetários que poderiam ter se formado e evoluído de forma diferente do nosso”.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Deslizamentos de terra em Ceres revelam segredos



Ceres, o famoso planeta-anão do cinturão principal de asteroides do nosso Sistema Solar, é um objeto interessante de ser estudado e desde que a sonda Dawn ali chegou, ela vem revelando os segredos de Ceres.
Já foi possível descobrir que Ceres tem gelo, sal, pontos brilhantes, uma atmosfera transiente, entre outras coisas.
Um estudo recente tem provado que Ceres é formado basicamente de rocha e gelo.
Nesse estudo, os pesquisadores, geólogos planetários, usaram o conhecimento de feições encontradas no nosso planeta, para de maneira análoga interpretar o que está acontecendo em Ceres.
Graças às imagens de alta resolução da sonda Dawn, foi possível mapear em Ceres feições relacionadas a deslizamentos de terra. Essas feições são indícios de que o material era fluidizado em Ceres.
Os pesquisadores identificaram 3 tipos de deslizamentos de terra:
O Tipo I são deslizamentos arredondados, grandes e ocorrem nas altitudes maiores, onde provavelmente o gelo em Ceres estava localizado. Se assemelham a deslizamentos em geleiras/glaciares.
O Tipo II é o mais comum e ocorre nas latitudes intermediárias. Eles lembram depósitos de avalanches encontrados na Terra e são mais finos e alongados que os de Tipo I.
O Tipo III acontece em baixas altitudes das grandes crateras e aconteceu quando o gelo derreteu durante os eventos de impacto.
Normalmente processos que ocorrem na superfície são independentes da latitude, mas em Ceres foi possível notar uma maior acumulação de deslizamentos nos polos do que no equador. Isso é um indicativo de que o gelo está afetando o processo e por isso que quanto mais distante dos polos menor a incidência dos deslizamentos.
Com base na forma e tamanho das crateras e com o estudo dos deslizamentos, os pesquisadores também estimaram que as camadas superiores de Ceres possuem entre 10% e 50% de gelo.
Os pesquisadores ficaram animados ao encontrar em Ceres feições que lembram muito àquelas encontradas no nosso planeta.
Além disso, estão prestes a afirmar que ele é o mundo congelado mais interno do Sistema Solar.

ALMA revela sanduíche de poeira ao redor de estrela jovem



O ALMA está revolucionando várias áreas da astronomia, mas aquela que talvez ele esteja mais contribuindo seja no estudo dos discos de poeira ao redor de estrelas recém formadas.

O poder de observação, e o comprimento de onda específico no qual ele observa esses objetos, permite que ele possa resolver com uma precisão incrível essas estruturas de suma importância para se entender o processo de formação planetária.

Recentemente um grupo de astrônomos usou o ALMA, apontou ele para uma estrela jovem e observou o seu disco protoestelar.
Só isso já seria fantástico, pois pensava-se que no começo da vida de uma estrela ela não teria como formar esse tipo de disco, devido à grande atividade magnética.

Mas as coisas impressionantes não param por aí.
A estrela estudada é conhecida como HH 212, fica localizada em Orion, a cerca de 1300 anos-luz de distância da Terra.
A protoestrela central tem apenas 40.000 anos de vida e uma massa equivalente a 1/5 da massa do Sol.

Estudos anteriores já haviam mostrado que essa protoestrela tinha um disco de acreção ao seu redor, mas com o ALMA, os astrônomos puderam ver em detalhe esse disco e observar características importantes.

Os astrônomos não só observaram o disco na sua extensão lateral, mas também puderam ver sua extensão vertical.

O disco tem 60 UA de raio e mostra uma linha escura na sua região equatorial, o que faz com ele se assemelhe a uma sanduíche.

Essa observação do ALMA abre mais uma importante janela na observação dos discos de acreção ao redor de protoestrelas, além de reescrever a teoria de formação desses discos.

O ALMA, com sua impressionante resolução, permite observar a estrutura vertical dos discos, o que faz com que os astrônomos possam ter ideias sobre como acontece o processo de crescimento de grãos, o que é importante nas fases iniciais da formação planetária.

Com o ALMA pode-se ver como se dá o processo de formação de planetas desde o seu início, ou até mesmo antes dele começar.

Deteção de Exoplanetas: As missões WASP e Kepler



No que respeita à deteção de exoplanetas, existem 2 experiências de sucesso que merecem ser destacadas, uma feita em Terra (WASP) e outra no espaço (Kepler).

A WASP (Wide Angle Search for Planets) é uma iniciativa académica internacional que consistiu numa pesquisa com campo de visão do telescópio (FOV) equivalente a 16 luas alinhadas horizontalmente, apontando para várias direções do céu (à exceção dos braços da Galáxia e pólos) com o objetivo de detetar trânsitos em planetas extrassolares. A WASP é constituída por 2 observatórios, um em cada hemisfério, cada um com 8 pequenos telescópios e tem capacidade para medir ligeiras diminuições do brilho das estrelas quando são transitados por planetas gigantes gasosos. O campo de visão de cada observatório é de 490° (8 câmaras x (2048 pixel x 0,0038°))^2.




O telescópio Kepler é um observatório espacial projetado pela NASA com o objetivo de procurar planetas extrassolares semelhantes à Terra e foi lançado em 2009 para uma órbita em torno do Sol, evitando que a Terra ocultasse estrelas em observação. Para levar a cabo a sua missão, o telescópio espacial deveria observar mais de 100.000 estrelas da sequência principal durante um período de 4 anos, detetando ocultações periódicas provocadas por um dos seus planetas a transitar à frente do disco estelar. Os dados recolhidos, em média de cerca de 3 fotografias por segundo, eram enviados para a Terra mensalmente a fim de serem analisados por especialistas.




Se esticarmos o braço em direção ao céu (mais precisamente para a asa esquerda da constelação de Cisne) e abrirmos os dedos da mão, ficamos com uma ideia da área de atuação do Kepler, e que corresponde aos quadrados pretos da imagem anterior; a zona escolhida foi ao lado do braço da Via Láctea para evitar problemas relacionados com falsos positivos resultantes da confusão estelar.

Infelizmente, devido a defeitos em dois dos quatro giroscópios, eventualmente provocados pelas baixas temperaturas do espaço, o telescópio deixou de funcionar em maio de 2013, terminava a missão Kepler, tinha início a K2.


Em novembro de 2013, baseados nos dados da missão e extrapolando o cálculo para o caso em que a amostra analisada é representativa da totalidade das estrelas, foi anunciada a existência provável de 40.000.000 de planetas semelhantes à Terra em tamanho, orbitando zonas habitáveis em estrelas semelhantes ao Sol e em anãs vermelhas, na nossa Galáxia.




O telescópio Kepler alcançou um sucesso tremendo ao identificar planetas de tamanho semelhante à Terra de forma abundante, resultado este que nunca tinha sido obtido com outras missões semelhantes.

Por esta altura, as descobertas alcançadas pela missão Kepler situam-se em torno de 70% dos exoplanetas confirmados, um contributo fantástico para melhorar a nossa compreensão do Universo.

Iceball: o menor exoplaneta já detectado



Quando se fala em exoplanetas, os cientistas não estão apenas procurando planetas parecidos com a Terra e que possam abrigar vida.

O interessante é entender a grande variedade de exoplanetas que podem existir no universo.
Além dos diferentes tipos de exoplanetas, existem diferentes técnicas para se descobrir um exoplaneta, sendo que a técnica do trânsito será talvez a mais famosa graças ao Kepler e à imensa quantidade de exoplanetas que ele descobriu.

Assim sendo, os cientistas querem entender os tipos de exoplanetas existentes e as técnicas que podem ser aplicadas, e talvez definir qual seja a melhor técnica para um determinado tipo de exoplaneta.

Uma coisa que os astrônomos querem entender é a distribuição dos exoplanetas.
Existem hipóteses que dizem que a presença de planetas é menos comum na direção do centro da galáxia, e que os planetas estariam mais concentrados no disco.

Para tentar comprovar ou negar isso, é preciso descobrir a maior quantidade possível de exoplanetas, com maiores intervalos de distâncias, ou seja, planetas próximos e também os mais distantes.
Para planetas relativamente próximos, a técnica do trânsito funciona bem. Porém, para distâncias maiores, é preciso usar outras técnicas; provavelmente a mais indicada é a chamada microlente gravitacional.

Basicamente essa técnica funciona assim: quando uma estrela em primeiro plano cruza precisamente à frente de uma estrela de fundo, a gravidade da estrela de primeiro plano, faz com que a luz da estrela de fundo seja focada e ela apareça maior. Se a estrela em primeiro plano tem um planeta na sua órbita, a sua presença cria um ligeiro aumento adicional no brilho da estrela de fundo. Esse aumento de brilho dura poucas horas.

Essa técnica foi usada para descobrir os exoplanetas mais distantes da Terra, e aqueles mais distantes de suas estrelas.

Essa técnica é tão importante que existe um projeto específico para ela, chamado de OGLE, sigla para Experimento Óptico de Lente Gravitacional, que é um projeto que descobre exoplanetas.
Recentemente um grupo de pesquisadores descobriu um novo exoplaneta, apelidado de OGLE-2016-BLG-1195Lb.

Esse planeta foi descoberto usando telescópios ópticos na Terra, e o telescópio espacial infravermelho Spitzer.

Esse exoplaneta tem aproximadamente a mesma massa da Terra, e orbita a sua estrela a uma distância equivalente à distância da Terra ao Sol, mas as semelhanças param por aí.

O exoplaneta está a 13 mil anos-luz de distância da Terra e orbita uma estrela tão pequena que os cientistas têm até dúvidas de que ela seja uma estrela. Pode ser uma anã marrom/castanha ou uma estrela anã ultra fria como a TRAPPIST-1. Essa estrela tem somente 7.8% da massa do Sol.
Se vocês lembram do sistema TRAPPIST, todos os planetas cabiam na distância equivalente à órbita de Mercúrio ao redor do Sol.

Esse planeta recém-descoberto está muito mais longe, o que faz com que ele deva ser um mundo extremamente frio, provavelmente mais frio que Plutão.

Esse planeta bateu um recorde: é o menor já observado com a técnica da microlente gravitacional e provavelmente ele é o limite – não será possível observar planetas menores que esse com a tecnologia atual.

Os astrônomos esperam agora pelo WFIRST, um telescópio espacial muito mais sensível que deve ser lançado em meados da década de 2020, para que eles possam romper esse limite e estimar da melhor forma possível a distribuição dos planetas na galáxia.

terça-feira, 2 de maio de 2017

O entardecer marciano no chile



Muitas Fotografias da Semana do ESO mostram objetos cósmicos distantes — conjuntos misteriosos de estrelas, gás e poeira a milhões de anos-luz de distância. Esta panorâmica, no entanto, mostra algo mais tangível mas não menos glorioso ou belo — a nossa casa planetária, a Terra.

Capturada no momento em que o Sol se põe por trás de um horizonte de nuvens falso, o céu resplandece em tons alaranjados tão vívidos que a paisagem do deserto toma uma aparência quase alienígena. De facto, o deserto chileno do Atacama é por vezes usado por equipas de filmagem que pretendem filmar paisagens do tipo marciano! Esta visão do “outro mundo” deve-se ao clima excepcionalmente árido e ao completo isolamento do local. A ausência de umidade, chuva ou poluição luminosa dá origem a uma paisagem poeirenta e rochosa encimada por alguns dos céus límpidos mais espetaculares que podem ser encontrados na Terra.

Esta imagem foi obtida por Simon Lowery do ESO em 2016 a partir do Cerro Armazones, o local onde irá ser instalado o Extremely Large Telescope (ELT). O Paranal, lar do Very Large Telescope (VLT), pode ser visto para lá das colinas que se encontram no centro da imagem. Podemos ver os telescópios do VLT juntamente com o VLT Survey Telescope (VST) no pico mais à esquerda, enquanto o Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy (VISTA) se encontra no pico adjacente.

Via AstroPT

terça-feira, 25 de abril de 2017

Stephen Hawking e Mark Zuckerberg enviarão sondas para Alpha Centauri



Nessa terça-feira (12), o cosmólogo Stephen Hawking anunciou que, em parceria com os empresários Mark Zuckerberg, criador do Facebook, e Yuri Milner, que é responsável por grupos de investimentos, enviará sondas para o sistema de Alpha Centauri.

A ideia faz parte do projeto Breakthrough Starshot, que desenvolverá sondas minúsculas e as enviará para o espaço usando raios de luz, impulsionando-as a 20% da velocidade da luz.

O sistema de Alpha Centauri fica a 4,367 anos-luz de distância da Terra. Uma missão normal levaria cerca de 30 mil anos para chegar lá - mas a Breakthrough Starshort quer chegar em apenas 20. "Se for bem-sucedida, a missão pode chegar em Alpha Centauri cerca de 20 anos após seu lançamento, e enviar para Terra imagens de planetas descobertos no sistema", afirmou Hawking em sua página do Facebook.

Essas fotos são importantes porque, como aponto o jornal The Independent, muitos cientistas acreditam na possibilidade de o sistema de Alpha Centauri ter um planeta semelhante à Terra e que nele existirem zonas habitáveis.

O primeiro passo do projeto consiste em desenvolver a estrutura necessária tanto para as sondas quanto para o lançamento delas. As sondas em miniatura contarão com versões (bem) diminuídas de câmeras, carregadores e equipamentos de navegação; enquanto isso, a base de lançamento precisa de um propulsor de raio de luz potente o suficiente para lançá-las.

"Certa vez, Albert Einstein imaginou como seria pegar carona em um raio de luz, e esse pensamento me levou a experimentar com a teoria especial da relatividade. Pouco mais de um século depois, nós temos a chance de alcançar uma fração significativa dessa velocidade", afirmou Hawking. "É empolgante estar envolvido com um projeto tão ambicioso, ultrapassando barreiras da engenhosidade e da engenharia."