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quarta-feira, 17 de maio de 2017

3,7 bilhões de anos - Vida na Terra tem sua origem e história modificadas


A evidência em fóssil do início da vida foi descoberta e revelada por cientistas. Ela foi encontrada em depósitos de fontes termais que datam de 3,48 bilhões de anos, em Pilbara, oeste da Austrália, redefinindo o modo como víamos o surgimento da vida na Terra, e quem sabe, até em outros mundos!

Anteriormente, as evidências mais antigas de vida microbiana em terra eram de depósitos de 2,7 - 2,9 bilhões de anos, na África do Sul, em solos antigos ricos em matéria orgânica. A descoberta tem grandes implicações para a busca pela vida em Marte, já que lá existem antigos depósitos de fontes quentes com idade semelhante aquela de Pilbara.

"Nossas descobertas animadoras não apenas retrocedem o registro da vida que vivia em locais quentes como também indicam que a vida habitava a Terra muito mais cedo - cerca de 580 milhões de anos antes do que se pensava", disse a autora principal do estudo, a PhD Tara Djokic.






Segundo a própria autora, o novo estudo pode implicar numa grande mudança sobre como teria ocorrido a origem da vida, pois ela poderia ter surgido em fontes de água doce, e não no oceano como amplamente divulgado.

Atualmente, os cientistas estão cogitando apenas duas hipóteses para a origem da vida. Ou ela teria começado em respiradouros hidrotermais de oceanos profundos, ou em pequenos lagos quentes - como diria Charles Darwin.

"A descoberta de potenciais assinaturas biológicas nestas antigas fontes termais na Austrália Ocidental oferece uma perspectiva geológica que pode dar peso a uma diferente origem da vida", disse a Dra. Tara.

O estudo da Dra. Tara Djokic e dos Professores Martin Van Kranendonk, Malcolm Walter / Colin Ward da Universidade UNSW, de Sydney, e a professora Kathleen Campbell da Universidade de Auckland, foi publicado na revista Nature Communications.

Dentro dos depósitos de água quente de Pilbara, os pesquisadores também descobriram estromatólitos - estruturas de rochas carbonáceas com formas de coluna ou de lâminas que foram esculpidas por antigas colônias de micro-organismos. Também haviam sinais de vida nesses depósitos, incluindo micro-estromatólitos fossilizados, texturas microbianas e bolhas bem preservadas feitas de substâncias pegajosas (microbiana).



Isto mostra que uma variedade diversa de vida existia na água doce, na terra, no início do nosso planeta", disse o professor Van Kranendonk, diretor do centro australiano de astrobiologia e chefe da equipe de ciências biológicas da Universidade UNSW. "Os depósitos de Pilbara têm a mesma idade da maior parte da crosta de Marte, o que torna os depósitos de fontes quentes no Planeta Vermelho um alvo emocionante para a nossa busca de vida extraterrestre fossilizada".

Em setembro de 2016, o Professor Kranendonk fazia parte de uma equipe internacional responsável por encontrar o que seria possivelmente a evidência de vida mais antiga n o planeta Terra - fósseis de estromatólitos de 3,7 bilhões de anos na Groenlândia, em uma região rasa do mar. Ele também deu conselhos geológicos à NASA sobre onde pousar uma sonda para exploração de Marte em 2020.

"A região de Pilbara nos fornece um rico registro dos primeiros anos de vida na Terra e é uma região chave para o desenvolvimento de estratégias de exploração em Marte", comenta o professor Walter, diretor e fundador do Centro Australiano de Astrobiologia. "Com isso, tentaremos responder a um dos maiores enigmas da ciência e da filosofia - a vida surgiu mais de uma vez no Universo?"

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Será que um cometa chocou com a Terra em 10950 a.C.?



Que tal misturar um pouco de arqueologia com astronomia?

Antes de existir papel ou internet para divulgar os acontecimentos astronômicos, os seres humanos que viveram há milhares de anos atrás escreviam suas observações nas rochas.

São conhecidas inúmeras pinturas rupestres que relacionam eventos celestes, como a supernova do caranguejo, escrita e descrita em rochas pelo povo chinês.

A ciência que integra estudos arqueológicos com eventos astronômicos, recebe o nome de arqueoastronomia.

Recentemente, um grupo de pesquisadores descobriu evidências cravadas em rochas de que um evento astronômico catastrófico ocorreu na Terra há muito tempo atrás.

Antes das evidências arqueológicas, a análise de amostras retiradas na Gronelândia sugeriam que um cometa havia chocado com a Terra, e isso levou nosso planeta a experimentar um período de 1000 anos de congelamento.

Outras evidências sugerem que devido a esse resfriamento do nosso planeta, grupos de pessoas começaram a se juntar, migrar e deram início a uma agricultura bem desenvolvida.

Agora, um grupo de pesquisadores descobriu no chamado Gobekli Tepe, um pilar de rocha com escritos que se alinham perfeitamente com o choque de um cometa na Terra em 10950 a.C.

O pilar contém inscrições que parecem documentar o evento devastador, provavelmente o choque de um cometa ou de resquícios de um cometa na Terra, que causou um impacto ambiental ao redor do globo e a provável perda de vidas.

Os pesquisadores levaram as inscrições para um computador onde analisaram a provável relação dos desenhos com constelações, e isso deu certo, revelando fortes relações entre os caracteres encontrados no pilar e os símbolos astronômicos que estavam no céu em 10950 a.c.

Como as pessoas levaram um certo tempo para criar os símbolos no pilar , isso sugere que algo muito importante aconteceu durante o mesmo período de tempo que as amostras de gelo da Gronelândia sugerem.

Talvez tenha sido o choque de um cometa com a Terra em 10890 a.C.

Os pesquisadores também analisaram que esse evento pode ter alterado o eixo de rotação da Terra.

É um tema muito interessante, e é através da arqueoastronomia que é possível com base no passado entender um pouco do presente e quem sabe até prever o futuro.